6 de fevereiro de 2019

A AMIGA GENIAL, DE ELENA FERRANTE

A AMIGA GENIAL
(L'amica geniale, 2011)
336 páginas
Tradução do italiano: Maurício Santana Dias
Editora Biblioteca Azul (2015)

Mesmo com todo o hype e paixão desvairados envolta de A amiga genial e sua Tetralogia Napolitana – fora o segredo por trás de Elena Ferrante, que é uma novela a parte -, eu fui com muita calma na leitura, temendo me decepcionar, pois sentia que não era tudo isso, ao menos não nesse primeiro livro.


E eu não errei. A amiga genial está, sinceramente, no limite entre o apenas bom e o comum. A escrita de Ferrante, embora rápida e fluida, não foi apaixonante ou empolgante, e os fatos criados, foram ora chatos, ora plausíveis. Não que eu quisesse ou esperasse algo mirabolante, revolucionário, ou realmente digno de colocá-lo entre os 20 melhores livros do século 21; mas em alguns momentos as coisas foram repetitivas demais ou escritas de maneira apressada, e conseqüentemente pouco trabalhadas.

Dividido em duas partes e um prólogo incrível, História de Dom Achille, a primeira parte, mesmo curta, mais parece um circulo vicioso, cheio de repetições e fatos que, com o passar das páginas, não agregam mais nada. A linearidade e desenrolar vêm, de fato, em História dos sapatos, a adolescência das meninas, o que parece um divisor de águas. Um segundo livro. Uma história a parte, como que escrito por outra pessoa.

E foi aí que eu, enfim, compreendi o porquê de A amiga genial ter tanta aclamação dos críticos e ser cultuado fora do eixo ‘livros originalmente escritos em inglês’. Mais parece que, sim, a tetralogia é incrível, ou que algum livro específico é espetacular – o terceiro, por exemplo, é o mais amado, e o quarto figurou na lista do Man Booker International, um grande feito – mas que, para ter acesso à magnitude da obra, é preciso atravessar esse caminho mais tortuoso, menos empolgante que é o primeiro livro.

A vida era assim e ponto final, crescíamos com a obrigação de torná-la difícil aos outros antes que os outros a tornassem difícil para nós.

Elena Ferrante, ao narrar à infância das garotas, parecia ter certa pressa em concluir; quase como se não soubesse o que falar sobre a amizade e encrencas delas. Ao narrar a adolescência, muito disso mudou, mas ainda assim não foi o suficiente. Eu lia sentindo que a autora gritava por maturidade, como se ansiasse logo para chegar à parte adulta, a fim de trabalhar logo esse terreno que ela tem domínio. Veremos, mas o pouco que foi pontuado em questão de amadurecimento, coisas adultas, e não os namoricos adolescentes, foi de grande agrado.

Então, a sensação que ficou é a de A amiga genial só é mencionada não por mérito próprio, mas por ser o primeiro livro – fraco – de uma grande série, em que, caso não houvesse continuação direta, poderia ser lido de maneira independente, e o livro mais aclamado enfim apagaria o brilho que este carrega.

Por fim, é bom pontuar a palavra genial do título, pois muitos não entenderam o porquê de ele ser esse, por conta do comportamento competitivo e invejoso de Lenu e Lila, que de genial não tem nada. Genial, geralmente, é utilizado para caracterizar pessoas inteligentes, como com personalidade forte, marcante. Que se sobrepõe dentre as demais. Lila, e até mesmo Lenu, é bom balancear, tem muito disso. Genialidade, óbvio, mas também astúcia. Inveja.

A porta de entrada de uma série que, nitidamente vai crescer, A amiga genial detém uma aclamação, e até amor exagerado, que pode ser explicado nos próximos volumes – ou não. A conferir.


O FOTÓGRAFO E A FOTOGRAFIA DA VEZ


Raoul Ortega
Raoul Ortega é fotógrafo, diretor de arte e  design gráfico. Raoul busca evocar emoções e capturar a essência dos momentos, assuntos ou pessoas em seus estados mais naturais e simples. A fotografia de Raoul Ortega, utilizada na postagem, serve como alusão à história dos sapatos, que permeia A amiga genial.

23 de janeiro de 2019

UM ARTISTA DO MUNDO FLUTUANTE, DE KAZUO ISHIGURO

UM ARTISTA DO MUNDO FLUTUANTE
(An artist of the floating world, 1986)
232 páginas
Tradução do inglês: José Rubens Siqueira 
Editora Companhia das Letras (2018)

Há tempos esgotado no Brasil, Um artista do mundo flutuante ganhou casa editorial, capa e tradução novas por conta da nomeação de Kazuo Ishiguro ao Nobel de Literatura. Antes aparentemente desprezado na Editora Rocco, o título fora resgatado pela Companhia das Letras, casa que atendera todos os pedidos do autor desde que começara a publicá-lo. Por conta do tratamento indiferente dado ao livro pela editora anterior, mais parecia se tratar de uma história esquecível, que não iria agregar nada a quem quisesse conhecer a bibliografia inteira de Ishiguro. Ledo engano. O livro é grandioso.

Embora aborde um assunto batido, mesmo em 1986, época em que foi originalmente lançado, que é o da Segunda Guerra Mundial e suas conseqüências, Um artista do mundo flutuante , para dar um frescor ao texto, é contado por um prisma diferente, até então não explorado: o de pessoas que não foram para a Guerra, mas que enviaram seus filhos e netos, e eles não voltaram.

Concentrando-se em Masuji Ono, pintor renomado, a história nos conduz à bela e tradicional cultura familiar japonesa, onde o protagonista vive na incompreensão com a solteirice de sua filha, Noriko, uma jovem bonita, inteligente e até interessante, que desperta a atenção dos rapazes, mas que fazem com que eles, em algum momento das negociações, desistam dela.

Angustiado com o que pode estar acontecendo, Ono parte em busca de amigos e pessoas respeitáveis da época da juventude, para que eles se tornem fontes de confiança, caso alguém queira investigar o passado da família, o que por si só é uma besteira, segundo o velho Ono, já que o seu passado não envergonha. Será?

Nossa nação, ao que parece, quaisquer que tenham sido os erros do passados, tem agora outra chance de aproveitar mais as coisas. Só se pode desejar o bem para esses jovens.
Assunto parcialmente repetido para quem já leu livros posteriores, como Os vestígios do dia, de 1989, Um artista do mundo flutuante leva o leitor a refletir sobre como usamos nosso tempo, e em que nos dedicamos ao longo da vida. Além disso, temas como culpa e memórias permeiam ambos os livros, com uma sutileza que consegue ser pontuda o suficiente para machucar. 

No entanto, ao contrário do que pode parecer, um livro não é uma extensão ou um rascunho do outro. Em Os vestígios do dia vemos um Kazuo amadurecido (não que ele não estivesse na obra anterior), e mais britânico que japonês, propriamente dizendo. Parece uma incrível história oriental que teve sua versão ocidental, com todas as adaptações culturais necessárias, que acabou fazendo mais sucesso.

A diferença está no posicionamento de Masuji e Lord Darlington com relação à Guerra, além do próprio ano de ambientação da história, mas o grosso está em ambos os ótimos personagens, e a maneira como eles refletem sobre o passado, suas escolhas e consequências deixam o leitor reflexivo.

Belo, como a escrita de Ishiguro em todos os seus livros, Um artista do mundo flutuante é preciso e agonizante. Assim como seu magnum opus, Os vestígios do dia, nos faz refletir quem e como somos na sociedade, e como nossas escolhas reagem não somente na nossa vida, mas na de quem, mesmo que indiretamente, participa dela.

O FOTÓGRAFO E A FOTOGRAFIA DA VEZ

Chris Karidis
Chris Karidis vive em Thessaloniki, Grécia. Encara a fotografia de maneira amadora e apenas como hobby, embora as fotos sejam incríveis. A fotografia de Chris Karidis, utilizada na postagem, serve como alusão à casa do personagem principal, danificada na Guerra, em Um artista do mundo flutuante.

17 de janeiro de 2019

KAZUO ISHIGURO (2017)

Há alguns dias foi divulgada no blog a apresentação do nosso primeiro projeto literário, o Lendo Nobel, onde você pode conferir tudo aqui, caso não saiba do que estou falando. Pois bem, então é hora de começar os trabalhos!

Como explicado, a leitura dos livros será feita em ordem decrescente de laureados, e como o Nobel de Literatura de 2018 vai ser revelado apenas em 2019, começaremos pelo ano de 2017, que, aliás, gerou muitas polêmicas ao ter laureado a nipo-britânico Kazuo Ishiguro. Mas por quê? Basicamente por conta da aparente implicância da Academia com outro japonês, apesar de sua literatura de qualidade inquestionável: Haruki Murakami.

O AUTOR

KAZUO ISHIGURO
NASCIMENTO: 31/05/1948
LOCAL: Nagasaki, Japão

Ishiguro mudou-se para a Inglaterra aos cinco anos de idade, quando seu pai começou a trabalhar como pesquisador no Instituto Nacional de Oceanografia, e vive até hoje. Começou a escrever a tempo integral em 1982, desfrutando de um sucesso de crítica e comercial constante desde então.

O livro mais conhecido de Ishiguro é Os vestígios do dia, que ganhou o Prêmio Man Booker de Ficção em 1989 e foi adaptado para o cinema, em filme indicado ao Oscar e estrelado por Anthony Hopkins e Emma Thompson. Em 1995, Kazuo Ishiguro recebeu a Ordem do Império Britânico por seus serviços prestados à literatura.

A ESCOLHA DA ACADEMIA

Como explicado na apresentação, a cada novo laureado, a Academia explica o porquê da escolha com uma frase. Logo, Ishiguro foi escolhido por:


"que, em romances de grande força emocional, descobriu o abismo sob nosso ilusório senso de conexão com o mundo".
O objetivo, então, é destrinchar tal frase e, após a leitura dos livros do autor, ver se consigo pontuar o que a Academia especificou, além de, claro, encontrar tantas outras reflexões que o livro proporcionar. 

Lembrando que não sou intelectual ou especialista em Literatura, então não quero colocar a credibilidade da Academia Sueca em dúvida, apenas conhecer e apreciar novos autores, e verificar se são do meu leigo agrado!

ISHIGURO NO BRASIL

Nesse caso específico, o autor é amigo íntimo do sr. Schwarcz, dono da Companhia das Letras, que depois de um período com os livros esgotados, decidiu, como se uma atitude profética, relançá-los com um novo designer gráfico. Aos poucos, então, todos os livros vão ser de fácil disponibilização nas livrarias.

Um artista do mundo flutuante (1986) - 232 páginas, Companhia das letras (2018)
Os vestígios do dia (1989) - 268 páginas, Companhia das letras (2016)
Quando éramos órfãos (2000) - 400 páginas, Companhia das letras (2017)
Não me abandone jamais (2005) - 344 páginas, Companhia das letras (2016)
Noturnos: histórias de música e anoitecer (2009) - 216 páginas, Companhia das letras (2017)
O gigante enterrado (2015) - 396 páginas, Companhia das letras (2015)

E então, conhece algum dos livros autor, ou nunca se aventurou em sua literatura? Comente aqui! Eu já li alguns livros dele, então nos próximos dias começarei a soltar a resenha aqui.

OS FOTÓGRAFOS E AS FOTOGRAFIAS DA VEZ

Alexander Mahmoud
Alexander Mahmoud vive em Estocolmo, Suécia. É o fotógrafo oficial do Nobel, embora trabalhe como freelancer. Com seu trabalho paralelo, ele se esforça para compartilhar as histórias do ponto de vista que, de outra forma, passariam despercebidas. A fotografia de Alexander Mahmoud utilizada na postagem é a oficial de Kazuo Ishiguro para o Nobel, extraída de seu site oficial.

Jordy Meow
Jordy Meow é francês, mas vive em Tóquio, Japão. Embora seja Engenheiro de Sofware, é apaixonado por lugares pouco conhecidos do Japão, onde tem um blog, Offbeat Japan, com a intenção de ser um guia incomum do país que o acolheu. A fotografia de Jordy Meow utilizada na postagem é de Nagasaki, Japão, cidade natal de Kazuo Ishiguro.

14 de janeiro de 2019

A LINHA DA BELEZA, DE ALAN HOLLINGHURST

A LINHA DA BELEZA
(The line of beauty, 2004)
464 páginas
Tradução: Sara Grünhagen
Editora Nova Fronteira (2005)

A linha da beleza, romance vencedor do Man Booker em 2004 e figura constante entre os livros mais importantes do século XXI, apesar de toda a pompa que carrega, ainda sofre de preconceito e limitação. Alan Hollinghurst escreveu com louvor uma história que vai muito além de uma literatura gay.

Nicholas Guest, ao terminar seus estudos em Oxford, é convidado pelo colega, Toby, a morar em sua casa, e assim dar início aos trabalhos de pós-graduação. Seria apenas uma simples temporada de férias, se os pais de Toby não fossem ricos – o pai, um político em ascensão. Vindo de uma família classe média, recém-assumida homossexualidade, e com uma nova perspectiva de vida apresentada, o jovem se vê seduzido pelo mundo de poder e luxo.

Apesar de um plot batido, a sacada do livro está em apresentar um Nick homossexual sim, mas antes um Nick humano, com sentimentos bons e ruins, como qualquer um de nós. A astúcia e a habilidade dele em estar, de maneira sutil, mas certeira, dentro da família Fedden, sendo útil e necessário, mesmo quando sua estadia está chegando ao fim. A escrita de Hollinghurst salta aos olhos ao retratar esse realismo, mas sem exageros ou floreios, apenas mostrando um jovem em um novo e fascinante mundo, que teme e faz de tudo para não o perder e voltar para onde não é visto.

Outro ponto interessante no livro, que nos é apresentado através de Nick, é o contexto histórico dos anos 80, mais especificamente na idolatria e até desprezo na figura de Margaret Thatcher, personalidade política e histórica envolta de controvérsias. Além disso, acompanhamos os dois extremos... econômicos, por assim dizer, da vida de Nick: a riqueza dos Fedden, com a presença de grandes nomes políticos que o jovem visitante passa a ver e conviver; e também a pobreza dos pais, que o incomoda e envergonha, pois com os Fedden ele pode, enfim, ser aquilo que não é, ter aquilo que, na verdade, não tem, pois sua mentira nunca será denunciada.

Seu caso com Leo, que era tão estranho, tão recente, tão irreconhecível, pareceu envolto numa atmosfera de dúvida crua mas penetrante. Ficou imaginando se teria notado Leo um ano atrás, na confusão da saída do cinema, ou guardado sua imagem e levado para casa sem conseguir dormir, pensando nele.

E todas as camadas e assuntos aparentemente mornos recebem uma acentuada por conta da presença da homossexualidade: o surgimento e proliferação da AIDS, que roda a mesa de conversas dos políticos, onde a hipocrisia com relação ao preconceito contra a promiscuidade homossexual, quando os heterossexuais são tão promíscuos quanto; ou ainda pelo crescente de pessoas se assumindo. O próprio Nick se vê em momentos de preconceitos, sejam eles velados ou escancarados.

Por fim, a linha da beleza de Nick tem gosto ruim, de amargura ou de desilusão. A procura por aceitação e amor é constante, intensa e até mesmo desconcertante, seja através de sexo, ou até mesmo por doses constantes de bebidas e cocaína, as tais sutis linhas da beleza. Uma necessidade real, e atual, de suprimir uma carência gritante e insaciável.

Mais que uma literatura gay, A linha da beleza se sobrepõe, explorando o ser humano em sua completude, com todos os seus acertos, defeitos, necessidades e anseios, sem se limitar a um ponto especifico. Definitivamente, a única rotulação plausível e a de que se trata de um livro para quem gosta da boa literatura.

O FOTÓGRAFO E A FOTOGRAFIA DA VEZ

Pretty Drug Things
Pretty Drug Things é um projeto de arte sobre a percepção de drogas, em que explora diferentes estéticas visuais e técnicas de marketing usadas na promoção ou demonização de diferentes substâncias psicoativas em nossa sociedade. A fotografia do projeto, utilizada na postagem, serve como uma alusão ao uso excessivo de drogas dos personagens de A linha da beleza.

8 de janeiro de 2019

'LENDO NOBEL': APRESENTAÇÃO

Como explicado na página 'Sobre', o blog Desafios Literários nasceu da insatisfação em não existirem tantos blogs que falem sobre alguns livros específicos que são incríveis, porém pouco - ou nada comentados. Os livros laureados com o Prêmio Nobel de Literatura são um claro exemplo disso: histórias aplaudidas pela crítica, mas nem sempre pelos leitores, que têm, dentre tantas outras coisas, medo de encará-los. 

Acontece que, nem só de Gabriel García Márquez, José Saramago, William Faulkner e Thomas Mann vive o Prêmio Nobel, mas de autores que ninguém sequer ouviu falar, e nem tem o interesse em ler, por vários motivos que, sinceramente, são meros preconceitos fáceis de se quebrar. Fora que existem casos em que o autor sequer chega a ser publicado no Brasil, o que é uma pena, já que o Nobel é um prêmio importantíssimo - o maior da literatura.

Pensando nisso, eu, esse mero iniciante no mundo da blogosfera, decidi me aventurar nessa literatura que é lida, sim, porém pouco comentada por leitores mais simples, que não são especializados em literatura.

POR QUE O NOBEL?

O Prêmio Nobel de Literatura, diferente de tantos outros, e independente de todas as suas muitas polêmicas, concede a oportunidade a todos os países participarem, independente de língua, credo, política ou cultura. Aliás, o mais interessante do prêmio é justamente esse poder de permitir que o mundo conheça as diferenças culturais de cada país, enriquecendo cada vez mais o nosso conhecimento. O prêmio julga não somente um livro específico, mas toda a obra de um autor, com suas filosofias, estilo e mentalidade.

Ao final da escolha, cada laureado recebe uma frase com a justificativa e os critérios para a escolha. Pensando na importância de prêmio máximo, e de que é pouco lido e apreciado por muitos leitores, o blog optou por começar seus trabalhos com o projeto #LendoNobel. Caso tenha o interesse, participe comigo! Veja aqui como vai funcionar:

COMO SERÁ O DESAFIO?

O desafio consiste, basicamente, em ler os livros de todos os autores que ganharam o Prêmio Nobel, em ordem decrescente, para ser mais fácil de encontrar os livros. Lembrando que o prêmio começou em 1901 e está sendo distribuído até os dias de hoje, sempre laureando anualmente no mês de outubro. 

Eu serei bem radical e lerei toda a obra de todos os autores laureados, já que a Academia avalia não somente um livro, mas todos eles de maneira geral. Caso não queira ser tão louco assim, escolha o que mais tem vontade de ler de cada autor e junte-se a mim. Vai ser igualmente divertido.

Além de provar que somos capazes de ler esses livros - taxados de difíceis - como qualquer outro, o objetivo do desafio é, também, impulsionar a publicação de mais livros desses autores, pois a procura, infelizmente, não é tão grande e, mesmo com posse dos direitos, algumas editoras postergam ao máximo as publicações.


Por fim, o desafio Lendo Nobel não tem um prazo definido para terminar, então leia em qualquer momento da sua vida, depois venha aqui e comente sua experiência. Use nas redes sociais a hashtag #LendoNobel  para que eu possa ver qual livro leu, como foi a leitura que você teve, e compartilhar informações, experiências e, quem sabe, até mesmo frustrações. 

QUEM JÁ GANHOU O NOBEL?

A lista com os laureados com o prêmio está em constante atualização nesse link ou na aba 'Prêmio Nobel de Literatura', ali em cima, pois ela é alimentada conforme eu adquiro os livros, então fique sempre de olho, principalmente com relação aos vencedores mais recentes.

ALGUNS FATOS SOBRE O NOBEL 

O site oficial do prêmio Nobel tem vasta informação a respeito do prêmio, que vocês podem conferir. Eu trouxe aqui abaixo apenas algumas singelas curiosidades, mas nas próximas semanas será divulgado uma postagem com a história do Nobel e do homem por trás do prêmio: 

110 Prêmios Nobel de Literatura foram concedidos entre 1901-2017.
14 mulheres foram laureadas com o prêmio até agora.
4 Prêmios Nobel de Literatura foram divididos entre duas pessoas.
42 anos era a idade do mais jovem laureado Literatura, Rudyard Kipling, quando recebeu o prêmio em 1907.
88 anos era a idade da mais velha laureada, Doris Lessing. quando recebeu o prêmio em 2007. 

E então é isso, conto com você para que juntos possamos ler e compartilhar essa experiência que será, sem dúvidas, incrível. Conte aqui se já leu algum livro do prêmio, como foi a experiência e se tem interesse em algum. Conforme o projeto for se desenvolvendo, nós vamos esmiuçando mais, observando algumas curiosidades e coisas do tipo.

Espero que gostem! Na próxima semana eu volto para apresentar o primeiro autor a ter sua obra lida!

O FOTÓGRAFO E A FOTOGRAFIA DA VEZ

Alexander Mahmoud
Alexander Mahmoud vive em Estocolmo, Suécia. É o fotógrafo oficial do Nobel, embora trabalhe como freelancer. Com seu trabalho paralelo, ele se esforça para compartilhar as histórias do ponto de vista que, de outra forma, passariam despercebidas. A fotografia de Alexander Mahmoud, utilizada na postagem, é da medalha original do Prêmio Nobel, extraída de seu site oficial.